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sábado, 16 de julho de 2011

12 Homens e uma Sentença

"A vida está nas mãos deles... A morte está em suas mentes!"

A peça de teatro escrita por Reginald Rose e posteriormente adaptada para o cinema intitulada 12 Angry Man, 12 Homens e uma Sentença no Brasil, foi lançada originalmente em 1957, e mesmo passados 54 anos, essa película permanece atual, e carrega consigo um legado que irá durar por toda a eternidade.

Este filme retrata o drama de 12 jurados participantes do julgamento de um jovem porto-riquenho acusado de assassinar o próprio pai. Cabendo a eles chegar a um veredito unanime que decidirá se o jovem em questão será mandado para a cadeira elétrica, os doze homens se encontram em conflito no momento em que apenas um dos jurados, interpretado por Henry Fonda, vota pela inocência do rapaz, levando os demais companheiros a uma análise mais aprofundada do caso.

Enquanto muitos filmes focam no crime em questão e no seu processo de investigação, 12 Homens e uma Sentença se passa quase que inteiramente em uma única sala, e o holofote brilha não para o crime sendo julgado, mas sim para a decisão de culpa ou inocência que coube aos 12 membros do júri. É a partir das discussões entre eles que a história se desenrola, revelando não somente mais sobre o caso, mas também sobre os indivíduos que ali se encontram.

Aqui vemos outro dos fatores marcantes do filme, os seus personagens. Cada um dos jurados apresenta personalidades únicas e muito bem construídas. Durante o filme, percebem-se as divergências entre classes sociais, etnias e maneiras de pensar de cada um, revelando os vários tipos de preconceitos presentes em nosso cotidiano: contra os mais pobres, contra as pessoas de etnias diferentes e contra os idosos. Neste júri, temos um jurado cujo todos os argumentos são alimentados pelo seu preconceito; outro o qual se mostra completamente desinteressado com o julgamento e com o destino do réu e um terceiro ainda, o qual possuí desentendimentos com o próprio filho, e desconta toda a sua angústia no acusado. Com o passar do filme, as máscaras caem, e nos é revelado as verdadeiras faces dos jurados.

12 Homens e Uma Sentença não é somente um excelente drama, mas também é um filme que nos remete a questionar nossas concepções de ética. Esta é uma película eterna, a qual recomendamos a todos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pobreza e violência urbana no Brasil, segundo a Anistia Internacional


A Anistia Internacional, uma organização não-governamental com foco na defesa aos direitos humanos, disponibilizou hoje o seu relatório anual sobre os direitos humanos, o qual revela informações preocupantes no que se diz respeito à violência urbana e a pobreza no Brasil.

Apesar dos constantes esforços para combater a pobreza no nosso país, ainda presenciamos uma enorme desigualdade em nossa sociedade. Não obstante, ainda sofremos com os altos índices de violência nas grandes metrópoles brasileiras. Estes são dois pontos onde o Brasil é criticado pela Anistia. Entre os pontos destacados pela organização, foi mencionado o caos que é gerado pelos combates entre policiais e bandidos, o abuso de poder por parte de alguns policiais e a formação de milícias, a situação precária do sistema penitenciário brasileiro, o descaso das autoridades com relação aos desabamentos e os milhões de brasileiros que foram feridos e ficaram desabrigados e as más condições dos trabalhadores rurais e comunidades indígenas.


Em seu relatório, a Anistia apresentou muitos argumentos válidos, os quais se tratam de nada menos do que velhos problemas que há tempos vem se alastrando.



Para maiores informações, confira a notícia na íntegra:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15073454,00.html

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A conquista no Egito e os próximos desafios

Nos últimos dias o mundo voltou os seus olhos para a nação onde uma vez já reinaram os faraós e foram construídas as pirâmides. No último dia 11, Hosni Mubarak renunciou ao poder, dando fim à sua ditadura que chegou a durar por 30 anos. No momento, o poder está temporariamente nas mãos dos militares, os quais irão administrar o Egito até a realização das eleições para o novo presidente egípcio. A população comemora com grandes expectativas o começo da democracia no país.

Uma vez derrubado o ditador, isso apenas indica o começo de várias transformações a serem concretizadas. O Egito é fortemente marcado por desigualdades sociais, isso sendo refletido na péssima distribuição de sua renda. 40% da população vive abaixo do limite da pobreza. A nova liberdade adquirida pela renúncia de Hosni Mubarak permitiu que outros problemas enfrentados pela população adquirissem voz. Vários funcionários das mais diversas áreas foram às ruas lutar por aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

Esse acontecimento histórico que presenciamos indiscutivelmente é um exemplo claro de que a população ainda tem forças suficientes para combater e repreender ações ilícitas e desumanas de seus supostos superiores. Este fato inclusive já serviu de inspiração para outras nações como o Iêmen, o Barhein, a Argélia, o Irã, a Líbia, e o Iraque a se mobilizarem contras as injustiças que nestes países ocorrem.

Fontes:

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amor sem fronteiras

Amor sem fronteiras é o titulo de um filme lançado em 2003 que tem como personagem principal Sarah Jordan vivida por Angelina jolie. Na trama a socialite frequenta uma festa da alta sociedade londrina que é interrompida por Nick Callahan ( Clive Owen ), um médico que trabalha em campos de refugiados na África. O médico traz consigo um menino africano subnutrido a fim de mostrar as pessoas a realidade dos refugiados.Sarah se choca com a cena e a partir de então decide apoiar as causas humanitárias de Nick. Porém ao invéz de simplesmente desembolsar o dinheiro para enviar suprimentos e medicamentos, resolve entregá-los pessoalmente na Etiópia. O contato com a miséria do povo etíope faz com que Sarah, após retornar a Londres, passe a trabalhar em uma ONG que atua em causas humanitárias.

Este drama se torna interessante ao blog por demonstrar em várias cenas a miséria em que vivem os refugiados e o povo africano. Ilustrando a realidade bipolar do planeta, na qual alguns vivem com tudo do bom e do melhor como Sarah enquanto outros morrem de fome e pestes arcaicas.

Este video contém algumas cenas do filme :



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Charge da semana





A educação pública está cada vez sendo mais ignorada pelos governos, pois é um investimento a longo prazo e requer custos. Ao invés de termos mais professores qualificados e salas de aula com uma boa infraestrutura, se tem salas de aulas com até 50 alunos. Além de prejudicar o aluno está se criando uma grande disparidade entre alunos de escolas particulares e públicas. Não que não exista escolas particulares que visando um lucro maior, aglomeram 40, 45 alunos em um a sala de aula ao invés de simplesmente colocar mais professores. Mas para que ter uma sala de aula com 25 alunos, se podemos diminuir os custos? Esse pensamento não se restringe apenas ao governo, mas sim a muitas escolas particulares. Nessas escolas a qualidade do ensino é prejudicada. Entretanto ainda há uma boa diferença entre algumas escolas particulares e colégios públicos.
Outro tema importante é as cotas no vestibular, as universidades federais em suma maioria colocam alunos de escola pública e alunos de escola particular concorrendo por vagas cada um em seu grupo. Isso mostra que o governo reconhece os problemas existentes na educação e os investimentos parecem não ocorrer, apenas escolas técnicas sem uma boa base ao aluno não adianta nada. Se o Brasil quer ser um país desenvolvido não basta atrair empresas se os funcionários são desqualificados, a solução para a empresa é buscar pessoas de fora. Um país que quer ser desenvolvido tem que começar a investir em educação, apenas assim teremos os resultados que almejamos em uma pátria que já cansou de ser reconhcida como país do futuro.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Story of my life ( história da minha vida)

Trouxemos hoje uma música descontraída "Story of my life - Social Distortion" a fim de compararmos o depoimento do personagem com as pessoas das quais tanto falamos durante o ano neste espaço.



História da Minha Vida
Bem, o colégio era de fato chato,
Eu não tinha muito interesse em esportes ou
eleições escolares
E na aula eu sonhava o dia todo
com um fim de semana Rock 'n' roll
E a garota na frente da sala, tão perto mas tão longe
Sabe, ela nunca parecia reparar
Que esta tonta paixao escolar
Não era fingimento

A vida passa tão depressa, você só quer fazer o que acha certo
Fecha os olhos e então vira passado
História da minha vida

E eu fui ao meu antigo bairro
As caras tinham todas mudado, não havia ninguem com quem falar
E a piscina pública que eu amava
É agora um Seven Eleven
E eu fui pro centro procurar um emprego
Eu nao tinha treino, nenhuma experiência para falar
Olhei para os buracos no meu jeans
E dei meia volta

A vida passa tão depressa, você só quer fazer o que acha certo
Fecha os olhos e então vira passado
História da minha vida

E os bons tempos vêm e os bons tempos vão
Eu só desejava que os bons tempos durassem
Um pouco mais
Eu penso sobre os bons tempos que tivemos
E por que eles tiveram de acabar
Então sentado na beirada da cama,
Toco a minha guitarra e canto uma canção
De amor proibido
E penso sobre o que você está fazendo agora
E quando estará de volta

A vida passa tão depressa, você só quer fazer o que acha certo
Fecha os olhos e então vira passado
História da minha vida

A música ilustra de forma simples o desenrolar genérico da vida das pessoas, com experiências como o primeiro amor, a rotina colegial, a busca pelo primeiro emprego. Nos traz também a idéia de que a vida passa tão rápido que quando o personagem pisca ja virou passado. No geral nos passa a idéia de uma vida contemporânea normal sem extravagâncias. E porque esta música foi escolhida?
Simples, porque as pessoas das quais tanto falamos e ilustramos aqui, refugiados, africanos,etc., não passam em sua maioria por essas experiências banais. Eles podem até ter o seu primeiro amor, mas não é no colégio, pois muita pouca gente é alfabetizada. E o primeiro emprego muitas vezes não existe porque ao invés de eles terem de trabalhar para sobreviver como nós, eles sobrevivem para então trabalhar. Muitas dessas pessoas não chegam a fase adulta para dizer que a vida passa rápido porque morrem de fome quando ainda são crianças. Essa música diz de forma singela tudo o que qualquer africano ou refugiado queria ter: uma vida pacata.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Charge da semana


A imagem escolhida aborta um dos temas mais comentados deste ano: a globalização. Mas será que todos estão a par do que realmente significa globalização?

No sentido literal o processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência.

Com o trecho supracitado fica evidente que quem possui capital e deseja expandi-lo se beneficia com a globalização. Já quem não possui capital utiliza-se da globalização em busca de empregos que lhes proporcionem uma melhor qualidade de vida. Porém ainda no trecho acima se cita uma das conseqüências da globalização: a concorrência. A procura de emprego esta se tornando cada vez maior e o mercado esta exigindo mais qualificações, excluindo assim muitas pessoas de baixa renda que muitas vezes mal tem dinheiro para se alimentar. Estas pessoas sofrem com a globalização, pois enfrentam uma concorrência desleal. Não existem muitas medidas para mudar a realidade dessas pessoas, tornando os burgueses se não os únicos, os mais beneficiados com a globalização.

Um processo que poderia ajudar de varias maneiras as pessoas de baixa renda, hoje se mostra como uma via de mão única que apenas se dirige àqueles que detêm o capital. E é isto o que a nossa charge tenta ilustrar esta semana, que as classes de baixa renda quando conseguem fazer parte da globalização é através do trabalho, que se torna cada vez mais difícil de ser alcançado devido à baixa especialização dessas pessoas.

Fontes utilizadas: Wikipédia



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desemprego



O desemprego é uma realidade não apenas no Brasil, mas sim em vários países europeus e asiáticos. Com a crise mundial em 2008, a economia sofreu um grande abalo, comparada a 1929 na qual a primeira crise mundial afetou a economia americana, com a quebra da bolsa. No entanto o Brasil saiu-se fortalecido das duas crises mundiais, na primeira após 1929 o Brasil começou a investir em industrias, assim com o café a economia se solidificava para crescer no futuro. Em 2008 a crise não foi tão forte no Brasil quanto em outros países, no entanto multinacionais aqui presentes tiveram que encerrar suas atividades no pais a fim de diminuir custos e evitar a falência.
O desemprego é um forte indicador de desigualdades sociais, pois o desempregado depende cinco meses do auxílio do governo, então muitos desempregados esperam para procurar emprego quando os benefícios estão acabando, dessa forma prejudica a economia do país e também a sua careira, pois quanto mais tempo fora do mercado de trabalho mais difícil é encontrar um bom emprego. Hoje em dia é muito importante que as pessoas se preparem para exercer cargos importantes, e o estudo é de suma importância, sendo que muitos cargos exigem nível escolar, seja fundamental, médio ou superior. Quanto mais tempo uma pessoa passa dentro de uma sala de aula maior será o seu salário em um futuro próximo. Dessa forma é desde os primeiros anos da nossa vida que nos preparamos para exercer uma atividade, e depende de cada um para que essa atividade esteja de acordo com o que esperava.

Essa musica do Grabriel, o pensador é de caracter social,e está ilustrada por um vídeo do conhecido personagem Seu Madruga do seriado Chaves. A musica narra uma pequena história de diversas fases que uma pessoa desempregada pode passar, chegando até a optar pelo crime quando parece não haver mais solução.





Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você
E vai levando um pé na bunda vai
Vai por olho da rua e não volta nunca mais
E vai saindo vai saindo sai
Com uma mão na frente e a outra atrás
E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)
E bota a mão na carteira (Não tem nada)
E bota a mão no outro bolso (Não tem nada)
E vai abrindo a geladeira (Não tem nada)
Vai porcurar mais um emprego (Não tem nada)
E olha nos classificados (Não tem nada)
E vai batendo o desespero (Não tem nada)
E vai ficar desempregado
Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você
E vai descendo vai descendo vai
E vai descendo até o Paragüai
E vai voltando vai voltando vai
"Muamba de primeira olhaí quem vai?"
E vai vendendo vai vendendo vai
Sobrevivendo feito camelô
E vai correndo vai correndo vai
O rapa tá chegando olhaí sujô!...
E vai rodando a bolsinha (Vai, vai!)
E vai tirando a calcinha (Vai, vai!)
E vai virando a bundinha (Vai, vai!)
E vai ganhando uma graninha
E vai vendendo o corpinho (Vai, vai!)
E vai ganhando o leitinho (Vai, vai!)
É o leitinho das crianças (Vai, vai!)
E vai entrando nessa dança
Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você
E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)
E bota a mão na carteira (Não tem nada)
E não tem nada pra comer (Não tem nada)
E não tem nada a perder
E bota a mão no trinta e oito e vai devagarinho
E bota o ferro na cintura e vai no sapatinho
E vai roubar só uma vez pra comprar feijão
E vai roubando e vai roubando e vai virar ladrão
E bota a mão na cabeça!! (É a polícia)
E joga a arma no chão E bota as mãos nas algemas
E vai parar no camburão
E vai contando a sua história lá pro delegado
"E cala a boca vagabundo malandro safado"
E vai entrando e olhando o sol nascer quadrado
E vai dançando nessa dança do desempregado
Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você

Postado por Alisson Serraglio

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A poluição da água


Durante o percurso da história, o ser humano sempre procurou desenvolver ao máximo as suas habilidades, as suas ferramentas e o espaço onde reside. Entretanto, esta busca incansável não levou em consideração os impactos que suas ações causariam na estrutura ambiental do planeta. Atualmente, é notável o desenvolvimento de uma cultura a qual menospreza o meio ambiente, sendo surpreendente o fato de conseguirmos contaminar infinitos tipos de ecossistemas. Não obstante, diariamente, o nosso planeta sofre as consequências da poluição liberada no meio onde convivemos.

Em virtude deste trágico cenário, alunos do Colégio Salvatoriano Bom Conselho trabalharam com diversas facetas desta temática, e hoje trouxemos o trabalho de um destes grupos, o qual realçou a questão da poluição de rios, lagos e demais afluentes, trazendo o exemplo do rio o qual nomeou a nossa cidade natal: Passo Fundo, localizada no Rio Grande do Sul.



A água é um bem primordial para a sobrevivência humana. Ainda assim o cuidado com a mesma por parte dos seres humanos é consideravelmente pequeno. É frequente usarmos ela como destino para os nossos dejetos, desde pequenos tocos de cigarro até os resíduos químicos gerados pelas atividades industriais. Inadvertidamente, colocamos em risco toda a estrutura de nossa sociedade.

Considerando a água como bem de todos, ao praticarmos a contaminação dela, comprometemos de maneira geral a qualidade da água que consumimos. Ainda há quem considere tal fato irrelevante, pois este pode alegar que existem eficientes empresas de tratamento de dejetos, as quais tornam a água que chega aos nossos domicílios aceitável para o consumo. Caso você pense desta maneira, pode ser dito que de certa forma este argumento não é completamente falso, mas falha ao considerar alguns fatores.

A realidade é que nosso país possuí um sistema de saneamento básico muito precário. Existem milhares de residências nas quais não existe um sistema de água e esgoto. Em virtude disto, as famílias carentes que residem nestas condições devem providenciar sua água a partir de métodos alternativos, as levando a entrarem em contato com o afluente mais próximo. E não é raro nem coincidente este afluente ser o mesmo o qual posteriormente algum indivíduo depositou desde tocos de cigarro até resíduos químicos gerados pelas atividades industriais. Não tendo outra opção, estas famílias pobres terão como único recurso fazer uso desta água de qualidade inferior para o seu consumo. Como se tal quadro não fosse suficiente, recordemos que estas pessoas além de não terem métodos eficientes pra obter água, também não conseguem eliminar corretamente o esgoto produzido. Novamente sem alternativas, eliminarão seu esgoto no ambiente onde vivem, com grande probabilidade deste ser jogado junto aos afluentes mais próximos, contribuindo para o seu processo de contaminação.

Como resultado deste cenário, temos a proliferação de doenças que farão como vítimas estes sujeitos das camadas mais pobres da sociedade. Não se pode deixar de pensar que não somos afetados por esta realidade, pois a mesma água consumida por estes indivíduos também poderá ser utilizada na agricultura que produz os alimentos que consumimos. Mesmo com as redes de tratamento de efluentes, as mesmas não são capazes de fazer milagres, portanto nada impede de termos contato com esta água.

Vivemos todos no mesmo ecossistema. Qualquer coisa que uma única pessoa fizer a este ecossistema irá influenciar a todos os seres que nele vivem, independente da classe social a qual você pertença. Por esta razão, é necessário cuidar dos nossos recursos naturais, não somente os hídricos os quais receberam destaque nesta postagem, e expandir este ideal para todas as demais camadas da sociedade. Uma vez conseguindo educar a população acerca destes cuidados e garantindo a expansão do saneamento básico (a qual deve ser exigida de nossos governantes), será possível haver o acesso à água de boa qualidade para saciar as nossas necessidades humanas.


Postado por: Alisson Tres

sábado, 30 de outubro de 2010

Charge da semana


A ilustração desta semana traz como cenário um berçário onde os bebês ficam expostos logo após seu nascimento, o que chama a atenção neste lugar é que dentre os indivíduos ali apresentados um esta retratado de maneira diferente, com a pele verde e com seus olhos escondidos por um tarja preta. É possível observar também que dois senhores distintos estão dialogando na parte externa ao berçário. Um dos senhores é de aparência requintada, vestido com trajes sociais e provavelmente possui um bom emprego e moradia. O outro senhor é de aparência humilde, vestido de maltrapilhos e possivelmente possui um péssimo emprego e moradia.

Os dois estão observando os nenês e o homem de condições favoráveis comenta sobre quem é seu filho e pergunta quem é o filho do homem menos favorecido. O senhor humilde apenas pede que o outro adivinhe. É de fácil percepção que o filho do segundo falante é o bebe excepcional, diferente da maioria, mas porque ele se encontra retratado desta maneira?

Porque culturalmente quem não tem condições, quem é maltrapilho, é visto de maneira diferente desde seu nascimento. A pessoa que nasce assim é dita como perdida, pois é extremamente raro que consiga ajuda para melhorar sua condição de vida. O bebê verde está marcado com uma tarja preta porque a sociedade se esforça ao máximo para não enxergar estas pessoas, finge que está tudo bem pela comodidade, fazendo com que estes indivíduos desfavorecidos fiquem no anonimato e continuem a viver na miséria a que nasceram condenados.

Postado por: Patrícia

domingo, 24 de outubro de 2010

A formação das desigualdades sociais




Nessa projeção anamorfose temos uma ideia da relação, entre Produto Nacional Bruto e população. No primeiro gráfico podemos observar que os países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão, e Alemanha são maiores que os demais. Observando o mapa podemos ter uma ideia da pobreza do continente africano em relação com o resto do mundo. No continente africano apenas o Egito e a África do Sul tem uma economia um pouco melhor, o Egito tem sua economia concentrada no turismo, enquanto que a África do Sul na retirada de diamantes, ouro e outros metais da era paleozoica. Os Estados Unidos aparecem em destaque pois é a maior economia do planeta, seguido pelo Japão. Os Estados Unidos fortaleceram sua economia na Primeira Guerra Mundial com a venda de produtos, mas na sua história também sofreram com crise de 1930, esta que foi até benéfica ao Brasil, pois estimou o governo a investir em Industrias. No segundo gráfico podemos observar a população mundial. A china é o país mais populoso, seguido pela Índia, Indonésia, Estados Unidos e Brasil. Não podemos dizer que países pobres são os mais populosos, pois Estados Unidos, a maior economia mundial, China que vem com uma grande avanço em sua economia e Índia com um grande investimento em tecnologia, junto com o Brasil que se desenvolveu nessa última década e elevou seu IDH são exemplos que estes países estão em desenvolvimento e nos próximos anos podem crescer muito mais. O continente com maior população é a Ásia, seguido pela América, África, Europa e Oceania. Estes países tem na população um reflexo da sua economia, pois quanto mais as mulheres estudam menos filhos elas têm, isso é fato no contexto mundial. No entanto outros fatores podem alterar esse cenário, um exemplo é a urbanização, a partir que um país se torna-se urbanizado. A uma diferença entre populoso e povoado, um país como é Brasil é populoso, mas pouco povoado, a população relativa se tem através de um cálculo de habitantes por quilometro quadrado. No Brasil as pessoas preferem morar no litoral, pois é o sonho da população se aposentar e morar na praia, assim a vontade do ser humano é estar próximo ao mar, veja no mapa a distribuição da população brasileira.




Áreas que se concentram mais trabalho para a população, como na região metropolitana de Porto Alegre também há uma grande concentração de pessoas. O estado mais populoso é São Paulo, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, já o menor estado é Roraima. A cidade mais populosa é São Paulo. Um país que tem uma grande população urbana por um lado é bom, já por outro é ruim, pois com maior população urbana haverá mais produção, e será bom economicamente, no entanto ecologicamente não é nada bom. A migração é fator fundamental para formar a população de uma determinada área, no Brasil entre 1500 e 1980, a entrada de imigrantes ocorria de forma livre e muito forte. Sendo que os Estados Unidos é o país que mais tem entrada de imigrantes. A partir que o controle de imigrantes feito pelo governo dos Estados Unidos, foi aumentando assim o número de imigrantes no Brasil. São os imigrantes que desenvolveram a economia de várias regiões do país. O processo de imigração, como já citado aqui no blog, ocorreu entre uma parceria entre os governos europeus e brasileiros. O êxodo rural também é suma importância para contextualizarmos a população mundial, visto que essas pessoas vão as periferias que tem carência de serviços, carência de infraestrutura e segregação social. Caracterizando as desigualdades sociais presente no mundo. Em ano de Censo é muito importante às pessoas receberem os recenciadores e responder corretamente as perguntas, pois somente assim os nossos governantes poderão saber as condições de vida da população e tomarem medidas que beneficiem a população, diminuindo assim as desigualdades sociais presente na sociedade.

Postado por: Alisson Serraglio

sábado, 16 de outubro de 2010

Charge da semana



A charge desta semana tem o objetivo de demonstrar que a desigualdade condiz com o que cada um fez durante sua vida. Na maternidade todos são iguais, assim nas etapas da vida algumas pessoas podem se destacar e crescer financeiramente, enquanto que outras não têm a mesma sorte. Enquanto jovens pensamos no futuro, nos caminhos que podemos traçar na nossa vida, porém não são todos que tem oportunidade de alcançar certos objetivos na vida. Pessoas mais carentes que não recebem uma boa educação, dever do governo, acabam deixando os estudos de lado e começando a trabalhar ainda jovens. Isso ocorre com muitas pessoas que tem que sustentar a família. De outro lado jovens com condições de estudarem e se formar em uma ótima universidade acabam não se interessando pelos estudos e preferem curtir a vida, bebendo bebidas alcóolicas em diversas festas. A charge mostra que após a vida somos todos iguais, assim como na maternidade, isso é verdade mais pura, pois o que nos distingue como pessoas não são nossos bens matérias e sim nossa forma de pensar. Uma pessoa que se importa com o próximo, sempre ajudando as pessoas, seja com caridade ou com boas atitudes merece reconhecimento independente de sua classe social, isso é verdadeiramente o que nos torna pessoas diferentes e não o salário, casas e carros de valor que adquirimos durante a vida.

Postado por: Alisson Serraglio

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Charge da semana

A charge desta semana tem o objetivo de demonstrar a diferença entre duas camadas da sociedade. Dois lados oposto, demostrando alguns fatores, como a saúde pública precária, sendo que apenas quem pode pagar usuflui de um serviço eficiente. A charge também tem a seguinte frase " Ex dono de esperanças" ilustrando a figura do cidadão que não tem nada na vida, essa frase pode ter inúmeros significados, um deles pode ser a falta de oportunidades dessas pessoas que tinham esperanças de ter um classe social mais elevada. Além disso, o sorisso das duas partes é o que se tem no Brasil, as duas camadas sociais parecem estar satisfeitas com as condições atuais. Nesses tempos de eleição, se ouve muitas promessas, projetos e conversas de políticos que não conhecem nem ao menos as condições socias de seus eleitores. Um político tem que além de batalhar por quem o colocou no poder, demostrar resultados que satisfação a população. Em ano de censo teremos uma noção maior dos reais problemas do Brasil e cabe aos governantes o dever de solucionar os problemas brasileiros, para aí sim todos poderem sorrir às graças de um país que ainda tem muito o que melhorar.
Publicado por: Alisson Serraglio

sábado, 4 de setembro de 2010

Amazônia


A Amazônia, como floresta tropical, apresenta-se como um ecossistema extremamente complexo e delicado, durante muito tempo, atribuiu-se à Amazônia o papel de “pulmão do mundo”. Devido às alterações climáticas do planeta, a Floresta Amazônica vem sendo chamada de “o condicionador de ar do mundo”. A importância da Amazônia para a humanidade não se resume apenas no papel que desempenha para o equilíbrio ecológico mundial, ela abriga inúmeros povos indígenas e possui uma vasta variedade de animais e plantas, entre outros.

O vídeo a seguir mostra um pouco da situação da Amazônia, comentando sobre a população ribeirinha e os indígenas que habitam aquela área. Se o desmatamento desenfreado continuar todas essas pessoas terão sua condição de vida reduzida a praticamente zero. Os desníveis sociais estão presentes em todos os lugares e na Amazônia não é diferente. Ajude-nos a controlar esta farra de poucos, denuncie o desmatamento ilegal. Essas pessoas e os seres que habitam a Amazônia precisam de você. Se a floresta amazônica se tornar realmente uma savana as consequências serão gravíssimas e as vítimas não se resumirão a população ribeirinha e os animais típicos de tal habitat, a população mundial será atingida. Abra seus olhos.

Postado por: Patrícia, Clei, Alisson S. e Alisson T.


sábado, 14 de agosto de 2010

Charge da Semana

Trouxemos para esta postagem uma imagem que ilustra que muitas vezes quem inicia os ciclos de agressão são membros das classes mais altas. Apesar de haver um senso comum entre as classes elevadas de que membros das mais baixas são marginais violentos, estes que possuem condições financeiras superiores acabam por ser os verdadeiros praticantes de violências, cometidas contra as pessoas mais necessitadas. Não necessariamente uma violência física, mas normalmente a violência verbal, como mostrado na charge.

Muitas vezes esta agressão verbal deixa mais marcas do que uma física, visto que uma agressão física possui uma facilidade maior de recuperação, enquanto a verbal traumatiza profundamente o psicológico do indivíduo. Não se pode levar pela imagem de um estereótipo criado por uma sociedade discriminadora. O caráter de alguém não se forma através da classe social que participa.

Postado por: Alisson Tres, Alisson Serraglio e Patrícia

domingo, 1 de agosto de 2010

Angelina Jolie discursa no Dia Mundial dos Refugiados

A atriz global Angelina Jolie é considerada na atualidade a embaixadora do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados por suas notáveis viagens até os campos de refugiados. Local onde a atriz vai não só para mostrar a triste realidade dos refugiados como também para aprender com eles lições para sua vida.

A temática dos refugiados se mostra como algo relevante a ser observado dentro da análise das desigualdades sociais. Grande maioria deles vive em condições de miséria absoluta, tendo ainda que conviver numa realidade marcada pelos conflitos armados. Em 2009, Angelina Jolie realizou um discurso comentando sobre como os refugiados causaram grande impacto em sua vida. Observando como o discurso consegue retratar a realidade enfrentada pelos refugiados, nós trabalhamos numa tradução do discurso, para poder trazer o seu conteúdo aqui no blog.



Considerações a cerca de alguns comentários de Angelina:
  • Um refugiado propriamente dito é, segundo o que fora especificado na Convenção de Genebra de 1951, “toda a pessoa que, em razão de fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar ao mesmo”.

  • O Dia Mundial dos Refugiados é uma data celebrada no dia 20 de Junho. Em visto às comemorações do 50º aniversário da Convenção das Nações Unidas relativa ao Estatuto dos Refugiados (também conhecida como Convenção de Genebra de 1951), no dia 4 de dezembro de 2000 foi decidido que a partir do próximo ano, todo dia 20 de Junho seria dedicado aos refugiados. A ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) é quem realiza esse evento. O evento é sempre realizado na capital americana, e sempre possui um tema específico, que trabalhado durante a cerimônia.

  • Durante o seu discurso, Angelina menciona a Parable of the widow's mite (traduzindo, a Parábola da moeda da viúva), a qual conta que certa vez Jesus observava as doações feitas pelos homens ricos, e percebe a presença de uma velha viúva, que tinha doado apenas duas moedas do menor valor monetário da época, sendo que era tudo o que ela possuía. Jesus comenta que a doação da viúva tinha mais valor do que as feitas pelos homens ricos, pois eles entregavam apenas uma pequena quantia de tudo o que possuíam, ao contrário da viúva que havia doado todo o que possuía. Essa parábola, conforme mencionado por Angelina, realça que os pobres muitas vezes são os mais generosos.

  • Angelina menciona algumas regiões do globo, as quais são marcadas por conflitos. Darfur é uma região localizada no extremo oeste do Sudão, caracterizado pelo baixo nível de desenvolvimento e pelos conflitos entre árabes e não-árabes. O Vale de Swat é uma região do Paquistão, às margens do rio Swat. Anteriormente era com popular ponto turístico, mas quando foi capturada pelos Talibãs, passou a ser um local marcado por conflitos armados.

Postado por Alisson Tres e Patrícia

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sonho de uma realidade perdida - Parte 4

Hoje trazemos a parte final da narrativa que criamos para divulgação no blog intitulada Sonho de uma realidade perdida. Caso você tenha perdido alguma das partes anteriores, você pode conferi-las nestes links: Parte 1, parte 2 e parte 3.

Em um grito agudo, Zyndal inclina o seu corpo para frente. Ao examinar as redondezas, logo percebeu que já não se encontrava mais no reino dos sonhos. Seu rosto, seu pijama e sua cama estavam encharcados em suor. Sua respiração estava ofegante, os olhos esbugalhados e o coração em disparada. Levantou-se lentamente e arrastou os pés até o banheiro. Escovou os dentes e encarou o reflexo no minúsculo espelho do banheiro por alguns minutos. Entrou no boxe do banheiro e perdeu a consciência, transformando suas rápidas chuveiradas num longo banho. Não preparou café nem vasculhou a geladeira e os armários atrás de algo para abocanhar. Estava sem apetite. Vestiu-se e partiu para o trabalho.

Caminhava lentamente para o escritório, ao contrário dos passos largos que sempre dava para chegar o quanto antes no escritório. Não estava com o olhar fixo e desprendido do resto mundo. Olhava atentamente para os lados o mundo ao seu redor. Os mendigos dormindo na calçada, as crianças, algumas pedindo esmola, outras trabalhando varrendo a rua, engraxando sapatos ou vendendo doces ou bugigangas. Uma outra se sentava escondida com um olhar hipnotizado. Drogada provavelmente. No escritório, o tempo parecia não passar. O monitor do computador brilhava e a mesa estava coberta de papéis. Zyndal não conseguia se concentrar no trabalho. A única coisa que conseguia pensar era no sonho e nas imagens que vira na rua. Tudo estava embaralhado em sua mente. Esforçava-se para juntar tudo o que tinha dentro dela, pois sentia que havia um significado maior em tudo aquilo. Permaneceu naquele estado meditativo até perceber que no relógio no canto do computador marcava o meio dia. Saiu silencioso, enquanto o seu supervisor olhava atravessado.

Ainda sem apetite, vagou pelo centro da cidade sem rumo. Parou na praça em frente à catedral. Sentou-se no primeiro banco vago que avistou, primeiramente cabisbaixo, em seguida fitando o cenário do parque. Seus olhos perambularam para os lados até terem passado por uma cena que chamou-lhe a atenção. No meio da praça, voluntários distribuíam alimentos e roupas para os menos afortunados. Muitas crianças rodeavam aquela parte do parque. Zyndal olhava fixamente para aquela direção. Era semelhante à cena do seu sonho, aquela que tanto o havia encantado. Mas aqui, havia algo diferente nela. Ela era real. No meio de tanta gente, sua visão volta-se para um menino de mãos dadas a uma velha senhora, se aproximando para receber donativos. Ao receber roupas, comida e um brinquedo, seus olhos brilharam. Eis que então, logo após aquela cena, os olhos de Zyndal também brilharam. Lentamente seu corpo se posiciona em pé, enquanto sua mente se deslumbre com a grande revelação. Memórias perdidas. Memórias que o tempo, o sofrimento a própria realidade em que se encontrava tornaram perdidas dentro da mente de Zyndal.

Recordava-se da infância. Nasceu numa família humilde. Os pais ainda eram jovens, e por desventura do destino também morreram jovens. Desde pequeno, ficou sobre os cuidados da avó. Ela sempre se mantinha esperançosa quanto ao futuro do pequeno Zyndal. Não o chamava por este nome, mas por um apelido: Zap. Chamou-o assim porque sempre procurava ensinar a ele sobre solidariedade e amor. Queria deixar uma mensagem especial para ele, a qual estava contida em seu apelido, pois Zap nada mais era do que Paz ao contrário. Infelizmente, a violência não poupou a pequena família que constituíam. Vítima de uma bala perdida, a avó havia deixado este mundo. Sem mais quem o cuidasse, Zyndal foi levado para longe favela onde morava, não só para outro lugar, mas para outra realidade. Continuou dedicando-se aos estudos, como a avó sempre pedia. Aos poucos, enquanto crescia, foi esquecendo do que viveu anteriormente e dos ensinamentos da avó. Alcançou o ensino superior e algum tempo depois uma vida estável. Cresceu, mas tornou-se frio.

Naquele instante, tudo fazia sentido. Aquele não foi, certamente, um sonho qualquer. Ele procurava trazer de volta para Zyndal à realidade que havia perdido. Aquela onde viveu parte da infância, assim como aquela que ainda existe atualmente, para a qual nunca tinha virado os olhos. Zyndal já não era mais a mesma pessoa que fora há um dia atrás. Estava transformado. Zyndal continuava olhando fixamente para a comoção no meio da praça. E ele sabia exatamente o queria da vida dali em diante.

O tempo não para, sendo que já fazia algum tempo desde aquela noite. Zyndal estava com agenda cheia. Caminhava a passos largos, com olhar fixo no horizonte, carregando a pasta com os bens utilizados no novo trabalho que fazia parte do seu cotidiano. Não gostava de chegar atrasado, afinal, haviam muitos esperando por ele. Logo se aproximou de um dos bairros mais pobres da cidade de onde viva. Foi avistado por várias crianças que gritavam pelo seu nome. Era a hora do dia de exercer o trabalho voluntário que sempre realizava nas mais diversas comunidades da região. Tornou-se um pioneiro no que fazia. Chegou até o local onde desempenhava suas atividades, recebendo a todos com um sorriso no rosto.

FIM

Postado por: Alisson Tres e Patrícia