

O blog das desigualdades sociais.
A imagem escolhida aborta um dos temas mais comentados deste ano: a globalização. Mas será que todos estão a par do que realmente significa globalização?
No sentido literal o processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência.
Com o trecho supracitado fica evidente que quem possui capital e deseja expandi-lo se beneficia com a globalização. Já quem não possui capital utiliza-se da globalização em busca de empregos que lhes proporcionem uma melhor qualidade de vida. Porém ainda no trecho acima se cita uma das conseqüências da globalização: a concorrência. A procura de emprego esta se tornando cada vez maior e o mercado esta exigindo mais qualificações, excluindo assim muitas pessoas de baixa renda que muitas vezes mal tem dinheiro para se alimentar. Estas pessoas sofrem com a globalização, pois enfrentam uma concorrência desleal. Não existem muitas medidas para mudar a realidade dessas pessoas, tornando os burgueses se não os únicos, os mais beneficiados com a globalização.
Um processo que poderia ajudar de varias maneiras as pessoas de baixa renda, hoje se mostra como uma via de mão única que apenas se dirige àqueles que detêm o capital. E é isto o que a nossa charge tenta ilustrar esta semana, que as classes de baixa renda quando conseguem fazer parte da globalização é através do trabalho, que se torna cada vez mais difícil de ser alcançado devido à baixa especialização dessas pessoas.
Fontes utilizadas: Wikipédia
Todos nós devemos ter alguma noção referente à qualidade do ensino brasileiro. Como refletido no nosso cotidiano, é notável como o nível intelectual da população em geral não é admirável. Apesar de a nossa nação estar num ritmo contínuo de desenvolvimento econômico, ainda existem inúmeros aspectos os quais não estão o seguindo o mesmo este ritmo de crescimento. É trágico que a educação, o meio que constitui a base do conhecimento e dos valores de um indivíduo encontra-se em tão precário estado. Como consequência, grande parcela da população logo se encontra em um caminho sem rumo, presos a uma realidade que poderia ser transformada através do estudo.
A ilustração desta semana traz como cenário um berçário onde os bebês ficam expostos logo após seu nascimento, o que chama a atenção neste lugar é que dentre os indivíduos ali apresentados um esta retratado de maneira diferente, com a pele verde e com seus olhos escondidos por um tarja preta. É possível observar também que dois senhores distintos estão dialogando na parte externa ao berçário. Um dos senhores é de aparência requintada, vestido com trajes sociais e provavelmente possui um bom emprego e moradia. O outro senhor é de aparência humilde, vestido de maltrapilhos e possivelmente possui um péssimo emprego e moradia.
Os dois estão observando os nenês e o homem de condições favoráveis comenta sobre quem é seu filho e pergunta quem é o filho do homem menos favorecido. O senhor humilde apenas pede que o outro adivinhe. É de fácil percepção que o filho do segundo falante é o bebe excepcional, diferente da maioria, mas porque ele se encontra retratado desta maneira?
Porque culturalmente quem não tem condições, quem é maltrapilho, é visto de maneira diferente desde seu nascimento. A pessoa que nasce assim é dita como perdida, pois é extremamente raro que consiga ajuda para melhorar sua condição de vida. O bebê verde está marcado com uma tarja preta porque a sociedade se esforça ao máximo para não enxergar estas pessoas, finge que está tudo bem pela comodidade, fazendo com que estes indivíduos desfavorecidos fiquem no anonimato e continuem a viver na miséria a que nasceram condenados.
Postado por: Patrícia
O motivo pelo qual trouxemos esta charge nesta semana não se deve pelo fato de fazer uma referência direta às desigualdades sociais, mas sim pela analogia que está presente nesta imagem. 
A imagem desta semana nos remete a grande disparidade existente entre a população, em que os detentores do capital e por conseqüência do poder estão sempre crescendo enquanto a população se afunda cada vez mais. Esta gritante diferença presente desde sempre em nossa sociedade é representada de maneira descontraída, porém exata com um personagem bem vestido e alimentado sentado em uma seta crescente representando os detentores do poder, e apenas uma mão emergindo do buraco para representar a calamidade em que sobrevive a população de baixa renda.
Mas como será que aquele senhor conseguiu atingir aquela seta e o cidadão apenas afundou em um buraco? Quem detém o poder verdadeiramente sempre foi a população, pois quando unida não há jeito de dissolver o seu requerimento. Porém a população a partir de vários processos históricos se deixou dominar por alguns e o resultado é o gráfico representado acima. Quem está no buraco jamais alcançará os pés de quem se sentou na flecha verde, porém se cada um fizer sua parte poderemos juntos tirar o cidadão do buraco e lhe proporcionar uma vida ao invés da sobrevida na qual ele se encontra.

A charge desta semana nos remete novamente à temática da política em nosso país.
Todos devem muito bem se lembrar dos diversos escândalos que ocorreram no cenário da política brasileira nos últimos tempos. Desvios monumentais de verba pública foram realizados, sendo levados aos cofres dos poucos detentores do poder envolvidos na trama. Dinheiro este que deveria estar sendo investido em prol da população brasileira, afim de melhorar a qualidade da educação, saúde, segurança e tantas outros fatores da sociedade onde vivemos.
Enquanto os envolvidos destes lamentáveis acontecimentos planejavam ou executavam suas atividades corruptas, milhões de habitantes do nosso Brasil beiravam à pobreza, lutando contra as dificuldades de um cotidiano sofrível e injusto, sendo esta a idéia expressa pela charge.
Você já escolheu os candidatos em quem vai votar? Você tem certeza absoluta que conhece o candidato escolhido? Você está ciente do passado do tal candidato? Lembre-se que a única maneira de evitar os escândalos que enriquecem os políticos desonestos e acentuam o cenário de desigualdade no nosso país é certificando-se que os candidatos em que votamos não são propícios a tais atividades vergonhosas.
Postado por: Alisson Tres


Podemos considerar esta charge como auto-explicativa. A imagem retratada nos revela a realidade do período de eleições. Sempre somos surpreendidos com enxurradas de promessas, das quais apenas poucas são concretizadas. Podemos ainda levar em consideração o fato de que as eleições são, para muitas famílias pobres, apenas um período onde podem receber um leve e rápido auxílio (dinheiro, setas básicas, etc.) em troca do seu voto. Por mais que esse ato seja antiético, as condições de pobreza em que estes habitantes vivem não permite a eles recusar tal proposta.
São de causos como este que a política no país é realizada. Muito mais do que promessas e propaganda, a exploração das camadas mais pobres da população também deve ser realçada.
Portanto, pedimos a todos os eleitores do nosso país que escolham os candidatos aos quais darão os seus votos com muita cautela. Não podemos nos permitir entregar o nosso voto em troca de adornos ou musiquinhas pegajosas. O voto consciente é o único caminho para impedir que políticos sem caráter cheguem ao poder e para que pessoas capacitadas possam lutar pelos direitos da população brasileira, afim de contornar as duras condições da nossa realidade contemporânea.
Postado por: Alisson Tres
Trouxemos para esta postagem uma imagem que ilustra que muitas vezes quem inicia os ciclos de agressão são membros das classes mais altas. Apesar de haver um senso comum entre as classes elevadas de que membros das mais baixas são marginais violentos, estes que possuem condições financeiras superiores acabam por ser os verdadeiros praticantes de violências, cometidas contra as pessoas mais necessitadas. Não necessariamente uma violência física, mas normalmente a violência verbal, como mostrado na charge.
A charge desta semana possui várias interpretações, porém três chamaram nossa atenção. Uma um tanto quanto histórica e as outras duas de características modernas.
A interpretação histórica se refere aos tempos em que negros eram usados como escravos e traziam em suas costas o sustento de seus patrões. Em tal época os escravos eram tratados como animais trabalhando muito e recebendo em troca um prato de comida e um lugar para ficar.
A segunda possibilidade seria a de que na contemporaneidade as crianças africanas, frágeis e famintas, são tão impercebíveis aos olhos de quem tem uma vida normal, com alimento e roupas em bom estado, que poderiam ser comparadas a pequenas estruturas que sustentam uma mesa. Estruturas estas que ficam no chão e quando com sorte recebem algumas migalhas que a pessoa que esta ocupando a mesa deixou cair.
A terceira interpretação seria de que na atualidade o conforto de muitas pessoas é sustentado pelo trabalho árduo, quase escravo, de membros de classes inferiores. Pessoas que trabalham de sol a sol e muitas vezes não possuem dinheiro suficiente para sua alimentação.
Postado por: Alisson Tres e Patrícia
Os vídeos postados acima constituem um curta-metragem denominado Ilha das Flores. Escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, esse longa mostra, de forma satírica e chocante as relações que existem dentro da economia, e as desigualdades que surgem dentro destas relações. Muito bem recebido pela critica, a obra abocanhou vasta variedade de prêmios: 9 prêmios no 17º Festival de Cinema de Gramado (dentre eles o de melhor curta-metragem), o prêmio Margarida de Prata (dado pela CNBB), além de prêmios internacionais, como o Urso de Prata no 40º Festival de Berlin. Até hoje esta película é elogiada e exibida, sendo um material frequentemente apresentado por professores aos seus alunos.
O documentário A Ilha das Flores faz uma análise critica e ao mesmo tempo assustadora das condições de vida de pessoas que vivem na extrema pobreza. Com o intuito de anexar a idéia de que pessoas que se alimentam com a mesma comida de animais, ou melhor, comidas que não servem nem aos animais. Essa idéia apresenta pelo cineasta Jorge Furtado tem como um de seus objetivos tocar o emocional das pessoas que assistem ao documentário, para que estas formulem uma consciência social.
A parte mais chocante do curta é quando os funcionários do dono da terra separam a comida para dar aos porcos e a comida que não presta nem aos porcos, como as provas de história e o tomate rejeitado pela dona de casa, é distribuída entre a população local. Conforme já citado a condição de extrema pobreza vivida por essas pessoas é algo de se espantar, visto que não possuem condições mínimas de vida e estão competindo com porcos por restos de comida.
Através de uma série de comparações, é possível perceber o quão impactante pequenos aspectos do nosso cotidiano como um simplório tomate, conforme exemplificado na película, influenciam e constroem o funcionamento das relações comerciais. O filme consegue, com certo caráter humorístico, demonstrar o funcionamento e constituição da economia, nos levando até a localidade da Ilha das Flores, onde os resultados negativos deste cotidiano consumista capitalista em que vivemos se manifestam, onde até os animais como os porcos, que não possuem o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor, ganham mais destaque do que outros seres humanos.
Postado por: Alisson Tres, Alisson Serraglio e Patrícia

Como podemos visualizar nessa charge, são gritantes as diferenças entre diferentes regiões do globo terrestre. Enquanto muitos esbanjam seus recursos e chegam até a recorrer a recursos de outras regiões para suprir suas necessidades, outros não tem sequer recursos para suprir suas necessidades básicas, além de em muitas dessas regiões a natureza ainda ser extremamente cruel, com secas e outros desastres ecológicos.
A charge desta semana tenta demonstrar de um jeito descontraído dois aspectos muito presentes no dia-a-dia brasileiro: o elevado índice de desigualdade e a ignorância de parte da população.
Ela traz a questão do índice de desigualdade brasileiro através da segunda fala do personagem, na qual ele cita cinco classes diferentes e termina com reticências, dando a entender que o numero de classes não termina por ali.
Já a ignorância por parte da população é representada pela primeira fala em que ele confunde alfabetização com as letras usadas para distinguir as diferentes classes sociais.
Esta charge nos leva a repensar alguns aspectos da nossa realidade e surgem algumas perguntas em nossa mente, como por exemplo: quantas classes sociais existem no Brasil? Como são feitas estas divisões? Por que são feitas essas divisões?
Bom, existem no Brasil dez classes sociais e estas são:
A: Ricos, sofisticados e influentes.
B: Prósperos e moradores urbanos.
C: Assalariados urbanos.
D: Empreendedores e comerciantes.
E: Aspirantes sociais.
F: Periferia jovem.
G: Envelhecendo na periferia.
H: Aposentadoria tranquila.
I: Envelhecendo no interior.
J: Brasil rural.
E estas divisões são feitas a partir da renda, da geografia, da demografia, de padrões estabelecidos, e estilo de vida das pessoas. Essas divisões são feitas para o uso do governo ou de empresas. O primeiro a fim de fazer alguma estatística ou qualquer outra pesquisa desejada e o segundo para poder entender melhor o mercado consumidor.
Fonte usada: http://www.contee.org.br/noticias/msoc/nmsoc1071.asp
Postado por: Patrícia