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sábado, 16 de julho de 2011

12 Homens e uma Sentença

"A vida está nas mãos deles... A morte está em suas mentes!"

A peça de teatro escrita por Reginald Rose e posteriormente adaptada para o cinema intitulada 12 Angry Man, 12 Homens e uma Sentença no Brasil, foi lançada originalmente em 1957, e mesmo passados 54 anos, essa película permanece atual, e carrega consigo um legado que irá durar por toda a eternidade.

Este filme retrata o drama de 12 jurados participantes do julgamento de um jovem porto-riquenho acusado de assassinar o próprio pai. Cabendo a eles chegar a um veredito unanime que decidirá se o jovem em questão será mandado para a cadeira elétrica, os doze homens se encontram em conflito no momento em que apenas um dos jurados, interpretado por Henry Fonda, vota pela inocência do rapaz, levando os demais companheiros a uma análise mais aprofundada do caso.

Enquanto muitos filmes focam no crime em questão e no seu processo de investigação, 12 Homens e uma Sentença se passa quase que inteiramente em uma única sala, e o holofote brilha não para o crime sendo julgado, mas sim para a decisão de culpa ou inocência que coube aos 12 membros do júri. É a partir das discussões entre eles que a história se desenrola, revelando não somente mais sobre o caso, mas também sobre os indivíduos que ali se encontram.

Aqui vemos outro dos fatores marcantes do filme, os seus personagens. Cada um dos jurados apresenta personalidades únicas e muito bem construídas. Durante o filme, percebem-se as divergências entre classes sociais, etnias e maneiras de pensar de cada um, revelando os vários tipos de preconceitos presentes em nosso cotidiano: contra os mais pobres, contra as pessoas de etnias diferentes e contra os idosos. Neste júri, temos um jurado cujo todos os argumentos são alimentados pelo seu preconceito; outro o qual se mostra completamente desinteressado com o julgamento e com o destino do réu e um terceiro ainda, o qual possuí desentendimentos com o próprio filho, e desconta toda a sua angústia no acusado. Com o passar do filme, as máscaras caem, e nos é revelado as verdadeiras faces dos jurados.

12 Homens e Uma Sentença não é somente um excelente drama, mas também é um filme que nos remete a questionar nossas concepções de ética. Esta é uma película eterna, a qual recomendamos a todos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pobreza e violência urbana no Brasil, segundo a Anistia Internacional


A Anistia Internacional, uma organização não-governamental com foco na defesa aos direitos humanos, disponibilizou hoje o seu relatório anual sobre os direitos humanos, o qual revela informações preocupantes no que se diz respeito à violência urbana e a pobreza no Brasil.

Apesar dos constantes esforços para combater a pobreza no nosso país, ainda presenciamos uma enorme desigualdade em nossa sociedade. Não obstante, ainda sofremos com os altos índices de violência nas grandes metrópoles brasileiras. Estes são dois pontos onde o Brasil é criticado pela Anistia. Entre os pontos destacados pela organização, foi mencionado o caos que é gerado pelos combates entre policiais e bandidos, o abuso de poder por parte de alguns policiais e a formação de milícias, a situação precária do sistema penitenciário brasileiro, o descaso das autoridades com relação aos desabamentos e os milhões de brasileiros que foram feridos e ficaram desabrigados e as más condições dos trabalhadores rurais e comunidades indígenas.


Em seu relatório, a Anistia apresentou muitos argumentos válidos, os quais se tratam de nada menos do que velhos problemas que há tempos vem se alastrando.



Para maiores informações, confira a notícia na íntegra:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15073454,00.html